Em várias cidades do mundo, o trabalho nas ruas faz parte da vida urbana. Em tempos de crise econômica, migrações e novas formas de ocupação do espaço público, a rua volta a ser um território de oportunidade, convivência e sobrevivência.
De Nova Délhi a Bogotá, passando por São Paulo, cresce o reconhecimento de que a economia popular é um motor real das cidades. Esses trabalhadores garantem o acesso a bens, serviços e alimentação em todas as regiões. Nas áreas centrais e também nas periferias, o comércio de rua cumpre um papel social e econômico fundamental.
Da exclusão à inclusão urbana
Por muito tempo, esses profissionais foram vistos como um problema a ser removido. Hoje, as cidades mais inteligentes e humanas entenderam que incluir é mais eficiente do que punir.
Quando o poder público reconhece, cadastra e estabelece regras claras, o resultado é menos conflito e mais dignidade. Além disso, o uso de ferramentas digitais amplia a transparência e a eficiência da gestão.
Gestão pública moderna e digital
É nesse contexto que São Paulo criou novas formas de organizar o trabalho nas ruas. As iniciativas desburocratizam, formalizam e ampliam o acesso a licenças de forma digital e transparente.
O resultado é uma cidade que enxerga o trabalhador ambulante como parte da solução. Ele movimenta a economia, ocupa o espaço público com vida e fortalece o sentimento de pertencimento urbano.
Tecnologia a serviço da inclusão
Programas como o Tô Legal mostraram como a tecnologia pode humanizar a gestão pública.
Com uma plataforma simples, o sistema permitiu que, desde 2019, milhares de trabalhadores formalizassem suas atividades. Dessa forma, passaram a atuar com mais segurança e organização.
É a cidade que se moderniza sem perder o olhar humano.
O futuro das cidades começa nas ruas
O futuro das cidades depende da compreensão de que o espaço público é o maior ativo coletivo que temos. Quando ele é ocupado com respeito, oportunidade e inclusão, todos ganham — o trabalhador, o morador e a cidade.
Cuidar das ruas também é cuidar da economia que pulsa nelas.
E é nas ruas que a cidade revela, de fato, se é justa, viva e feita para todos!