A ONU projeta que, até 2030, 60% da população mundial viverá em áreas urbanas. Além disso, seis em cada dez moradores terão menos de 18 anos.
Em 2050, essa proporção deve chegar a sete em cada dez pessoas. Não é apenas uma previsão demográfica é um alerta urgente. Nossas cidades precisam se preparar agora para um futuro que já bate à porta.
Desafios urbanos e soluções reais
Em São Paulo, vivi de perto esses desafios e pude desenvolver soluções que aproximam a gestão pública da vida real. Essas ações tiveram um objetivo comum: melhorar a vida das pessoas.
Com esse olhar, ampliamos ciclovias e calçadas, além de estimular a micromobilidade como alternativa sustentável para os deslocamentos diários. Essas iniciativas reduziram o impacto ambiental e tornaram a cidade mais acessível e inclusiva.
Tecnologia a serviço da população
O avanço tecnológico também foi essencial. O Sistema de Gestão de Zeladoria (SGZ) colocou o cidadão no centro das decisões públicas e permitiu respostas mais rápidas e transparentes.
Já o Sistema Urano, que usa inteligência artificial e monitoramento em tempo real das chuvas, mostrou como é possível prevenir desastres climáticos, reduzir riscos e proteger vidas.
Planejamento, inovação e coragem
Essas experiências deixam uma lição importante: preparar as cidades do futuro não depende apenas de grandes obras. Depende de planejamento, inovação e coragem para mudar a forma de governar.
Se a maioria da população mundial fará das cidades o seu lar, precisamos garantir que elas sejam espaços de inclusão, sustentabilidade e oportunidades.
Esse é o desafio e também a grande responsabilidade de quem trabalha para transformar as cidades em lugares melhores para as próximas gerações.