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Estudo propõe transformação digital com identidade brasileira

31 de outubro de 2025
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Estudo propõe transformação digital com identidade brasileira

Um estudo publicado na GV Executivo, assinado por Maria Alexandra Cunha (FGV EAESP), Paulo Roberto de Mello Miranda e Érico Przeybilovicz, propõe refletir sobre a transformação digital urbana a partir das condições, desigualdades e potencialidades do território brasileiro.

A pesquisa, baseada em dados do IBGE, MCTI e CETIC, identifica quatro grupos de municípios. Há os sem infraestrutura tecnológica, os que priorizam serviços digitais, os que cumprem apenas exigências legais e os que já contam com recursos mais avançados. O diagnóstico revela um país de múltiplas velocidades, onde coexistem cidades conectadas e territórios ainda à margem da inclusão digital.

Embora o acesso à internet e os portais de serviços públicos tenham avançado, as desigualdades regionais, sociais e etárias ainda limitam a plena participação da população na vida digital. Por isso, o ponto central do artigo é claro: a tecnologia só gera transformação quando nasce do contexto local e responde a ele. Nesse sentido, o estudo reforça a importância de políticas públicas sensíveis à realidade de cada território.

Além disso, os autores apresentam seis recomendações para orientar gestores municipais rumo a uma transformação digital mais realista e efetiva. Entre elas estão: definir problemas a partir do plano de governo, ampliar o acesso à internet, fortalecer a cidadania digital, aprimorar a governança de TI, implementar sistemas integrados de gestão e fomentar oportunidades econômicas locais com base tecnológica.

Mais do que uma agenda técnica, o estudo oferece um roteiro político e social. O objetivo é transformar cidades brasileiras em ambientes mais inovadores, colaborativos e inclusivos. Assim, a tecnologia se torna instrumento de equidade e desenvolvimento — e não mais um fator de desigualdade. A transformação digital urbana, portanto, depende de políticas públicas que reconheçam as diferenças e construam pontes entre o progresso tecnológico e a justiça social.

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