Em muitas comunidades de São Paulo, atravessar um córrego pode significar mais do que vencer um obstáculo físico, é uma questão de acesso, tempo e segurança.
Por isso eu gosto de dizer que pontes e passarelas mudam vidas. Elas conectam bairros, unem famílias e aproximam as pessoas dos serviços públicos, do transporte, da escola e do trabalho.
No Itaim Paulista, por exemplo, durante as obras de canalização de um córrego da região, construímos também uma passarela que transformou o cotidiano dos moradores.
Antes, o trajeto exigia uma volta de mais de 2 km. Hoje, são apenas 21 segundos para cruzar de um lado ao outro e apenas 5 minutos para chegar à Estação da CPTM.
O mesmo aconteceu na obra de contenção do Rio Verde, onde uma nova ponte trouxe mobilidade e segurança para centenas de famílias, e em muitas outras obras que executei nos últimos anos.
Essas são intervenções simples, mas que traduzem o verdadeiro sentido da gestão urbana: cuidar das pessoas.
Porque cidades inteligentes não são as que apenas implantam tecnologia. São as que escutam antes de planejar e atendem as demandas reais das comunidades.