Falar em smart cities é falar em planejamento, integração e eficiência. A tecnologia é apenas a ferramenta. O propósito é melhorar a vida das pessoas.
O verdadeiro desafio está em transformar dados em decisões, e decisões em políticas públicas capazes de gerar impacto real. Além disso, é essencial garantir que essas escolhas se conectem com as necessidades concretas da população.
Quando estive à frente da Secretaria das Subprefeituras de São Paulo, fiz isso acontecer. Como resultado, houve mais transparência, mais rapidez na resposta às demandas e uma cidade mais preparada para enfrentar seus principais desafios e os efeitos das mudanças climáticas. Desse modo, a gestão pública se tornou mais eficiente e responsiva.
Mas cidades inteligentes não dependem apenas de plataformas digitais. Pelo contrário, elas exigem integração entre áreas, planejamento de longo prazo e decisões baseadas em evidências. Portanto, tecnologia sem coordenação não gera transformação estrutural.
Quando mobilidade, drenagem, meio ambiente e infraestrutura conversam entre si, a cidade ganha e o cidadão percebe a diferença no dia a dia. Assim, isso aparece na rua mais limpa, no córrego desobstruído ou na ponte que encurta o caminho para o trabalho. Consequentemente, a qualidade de vida aumenta.
Essa é a essência de uma gestão moderna: usar a inovação como meio para gerar valor público. Por isso, tudo começa com algo simples, mas poderoso: a capacidade de ouvir.
Escutar as comunidades, compreender os territórios e usar a tecnologia para responder com precisão às suas necessidades. Então, a cidade evolui de forma equilibrada e estratégica.
Cidades inteligentes são aquelas que unem governo, ciência e sociedade em torno de um mesmo propósito: construir um futuro urbano sustentável, humano e resiliente. Por fim, somente com essa convergência é possível alcançar transformações profundas e duradouras.