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A próxima Defesa Civil pode começar na Secretaria de Saúde

14 de setembro de 2026
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A próxima Defesa Civil pode começar na Secretaria de Saúde

Quando pensamos em eventos climáticos extremos, normalmente lembramos da Defesa Civil, de obras contra enchentes, sirenes, alertas e equipes de emergência. Mas existe uma consequência que muitas vezes aparece depois que a chuva passa ou quando a onda de calor termina: o impacto sobre a saúde das pessoas.

Belo Horizonte começou a dar um passo importante nessa direção com a implantação do Centro de Informação em Saúde e Clima. A proposta é cruzar informações climáticas, ambientais e de saúde para antecipar os efeitos de ondas de calor, chuvas intensas, enchentes, períodos de baixa umidade e outros eventos extremos.

Na prática, isso permite que a gestão pública não espere os hospitais e unidades de saúde ficarem sobrecarregados para agir. Uma onda de calor, por exemplo, pode aumentar os riscos para idosos, crianças, gestantes e pessoas com doenças crônicas. Chuvas e enchentes podem trazer outros problemas, desde acidentes até o aumento de determinadas doenças.

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Se a cidade consegue identificar quais regiões e grupos estarão mais expostos, pode preparar equipes, reforçar unidades de saúde, direcionar comunicação e organizar recursos antes que a emergência aconteça.

Essa mudança de lógica é fundamental para as cidades. Durante muito tempo, falar em prevenção de desastres significava olhar principalmente para infraestrutura. E ela continua sendo indispensável. Precisamos de drenagem, contenção, arborização, áreas permeáveis e planejamento urbano.

Mas uma cidade resiliente também precisa integrar suas informações.

Defesa Civil, Saúde, Meio Ambiente, zeladoria e planejamento urbano não podem trabalhar como estruturas isoladas quando o problema é o mesmo. O clima não respeita a divisão administrativa de uma prefeitura.

A tecnologia e os dados permitem justamente criar essa conexão. Quanto mais cedo uma gestão consegue transformar previsão em decisão, menores são as chances de precisar correr atrás do prejuízo depois.

Prever o clima é importante. Prever quem será mais afetado por ele é o próximo passo.

Talvez a Defesa Civil do futuro não esteja apenas em uma secretaria ou em uma central de emergência. Ela estará espalhada por toda a administração, fazendo com que cada área da cidade consiga se antecipar aos riscos antes que eles se transformem em crise.

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