A intensificação das mudanças climáticas colocou o termo cidades resilientes no centro do debate global.
Enchentes, ondas de calor, pressão sobre infraestrutura e serviços públicos já não são eventos excepcionais, são parte do cotidiano urbano.
Por isso, falar em resiliência deixou de ser um conceito abstrato e tornou-se uma competência imprescindível de gestão.
Cidades resilientes são aquelas que antecipam riscos, integram sistemas, utilizam dados de forma estratégica e compreendem que tecnologia, sozinha, não transforma nada. O que transforma é governança.
Três pilares são determinantes para essa agenda:
Integração institucional: quando zeladoria, defesa civil, meio ambiente, mobilidade e habitação operam com protocolos compartilhados.
Infraestrutura adaptativa: drenagem inteligente, áreas permeáveis, soluções baseadas em natureza e intervenções guiadas por dados.
Engajamento social: comunidades preparadas ampliam exponencialmente a capacidade de resposta da cidade.
À medida que os eventos extremos se tornam mais frequentes, a diferença entre cidades que avançam e cidades que sofrem estará na capacidade de transformar informação em decisão, e decisão em qualidade de vida.
Construir resiliência urbana é, antes de tudo, um compromisso com o futuro e com as pessoas que vivem nele.