Escolha uma Página

Notícias

O temporal de Ribeirão Preto e a importância da tecnologia para prevenção e planejamento urbano

24 de julho de 2026
| Por
O temporal de Ribeirão Preto e a importância da tecnologia para prevenção e planejamento urbano

Ribeirão Preto viveu, nesta sexta-feira (24), uma situação que exige solidariedade, resposta rápida e, principalmente, aprendizado. Em poucos minutos, a chuva intensa e as fortes rajadas de vento provocaram quedas de árvores, interrupções de energia, bloqueios de vias e danos em equipamentos essenciais, incluindo unidades de saúde.

Uma morte foi confirmada e centenas de ocorrências foram registradas. Mas a atuação pública não pode terminar quando a água baixa e as ruas são liberadas. Cada ocorrência precisa gerar informação para evitar que os mesmos problemas se repitam.

A preparação para a época de chuvas começa durante a estiagem. É nesse período que o município deve limpar galerias e bocas de lobo, desassorear córregos, revisar sistemas de drenagem, monitorar árvores, identificar áreas vulneráveis e preparar as equipes para situações de emergência.

Conteúdo do artigo

Também é fundamental conhecer o território. Onde a água se acumula primeiro? Quais vias podem ficar bloqueadas? Quais hospitais, escolas e equipamentos públicos estão em áreas mais vulneráveis? Sem esse diagnóstico, a gestão acaba reagindo somente depois que o problema já aconteceu.

Quando estive à frente da Secretaria Municipal das Subprefeituras de São Paulo, desenvolvemos o Sistema Urano justamente para ampliar a capacidade de prevenção diante de chuvas e alagamentos.

A tecnologia cruzava previsões meteorológicas, dados territoriais e o histórico de ocorrências para identificar quais regiões poderiam ser mais afetadas. Com isso, as equipes e os equipamentos podiam ser direcionados antecipadamente para os pontos de maior risco.

Conteúdo do artigo

Esse é o papel da tecnologia na gestão pública: transformar dados em decisões e alertas em ações concretas.

Sistemas de monitoramento, sensores, câmeras e mapas de risco não substituem obras de drenagem, manutenção urbana ou equipes preparadas. Eles ajudam a integrar essas frentes, reduzir o tempo de resposta e organizar melhor os recursos disponíveis.

Ribeirão Preto precisa reconstruir o que foi danificado, mas também deve aproveitar este momento para fortalecer uma política permanente de prevenção.

A chuva não pode ser controlada. A forma como a cidade se prepara antes, atua durante e aprende depois dela é uma escolha de gestão.

Compartilhar