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	<title>Alexandre Modonezi</title>
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	<description>​Gestão pública com inteligência, inovação e escuta.  Conheça a trajetória de Alexandre Modonezi e sua visão sobre o futuro das cidades.</description>
	<lastBuildDate>Sat, 03 Oct 2026 19:34:57 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Alexandre Modonezi</title>
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		<title>O centro de operações pode ir além da segurança</title>
		<link>https://modonezi.com.br/o-centro-de-operacoes-pode-ir-alem-da-seguranca/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[modonezi]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 05 Oct 2026 13:00:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Quando se fala em centro de operações, muita gente ainda pensa apenas em câmeras, segurança e monitoramento de ocorrências. Mas esse conceito pode ter um papel muito mais amplo dentro da gestão de uma cidade. Uma prefeitura produz milhares de informações todos os dias: atendimentos na saúde, chamados de zeladoria, fluxo de veículos, iluminação, andamento [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Quando se fala em centro de operações, muita gente ainda pensa apenas em câmeras, segurança e monitoramento de ocorrências. Mas esse conceito pode ter um papel muito mais amplo dentro da gestão de uma cidade.</p>
<p>Uma prefeitura produz milhares de informações todos os dias: atendimentos na saúde, chamados de zeladoria, fluxo de veículos, iluminação, andamento de obras, ocorrências e equipes em campo.</p>
<p>O desafio é fazer com que esses dados, muitas vezes espalhados por diferentes sistemas e secretarias, cheguem rapidamente a quem precisa tomar uma decisão.</p>
<p>Um exemplo recente vem de Barueri, que implantou em setembro o Command Center Barueri/NIB, um núcleo de inteligência voltado à Rede Municipal de Saúde. A estrutura reúne monitoramento em tempo real, indicadores, alertas automatizados e relatórios para antecipar problemas, identificar desperdícios e apoiar a tomada de decisão.</p>
<p>Essa mesma lógica pode ser aplicada a diversas áreas da administração pública.</p>
<p>Um centro de operações integrado pode acompanhar chamados de zeladoria, condições das vias, andamento de obras, iluminação pública, trânsito, drenagem e diferentes serviços urbanos em um mesmo ambiente.</p>
<p>Mais do que uma sala cheia de telas, ele pode funcionar como o cérebro operacional da cidade: reunir informações, identificar padrões e ajudar as equipes a definir prioridades.</p>
<p>Isso muda a velocidade da gestão. Em vez de depender apenas de uma reclamação para descobrir um problema, a cidade passa a ter condições de enxergá-lo mais cedo e direcionar seus recursos de maneira mais eficiente.</p>
<p>Tecnologia não substitui a decisão humana. Ela oferece melhores informações para que essa decisão seja tomada.</p>
<p>A prefeitura já produz informação todos os dias. O centro de operações é uma das formas de transformar essa informação em decisão.</p>
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		<title>Existe uma segunda cidade debaixo das nossas ruas</title>
		<link>https://modonezi.com.br/existe-uma-segunda-cidade-debaixo-das-nossas-ruas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[modonezi]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 29 Sep 2026 22:25:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Quando caminhamos por uma cidade, enxergamos ruas, prédios, calçadas, postes e semáforos. Mas uma parte essencial da infraestrutura urbana está escondida: debaixo do asfalto existe uma enorme rede de tubulações, cabos e sistemas responsáveis por levar água, energia, gás e telecomunicações, além de fazer a drenagem funcionar. É praticamente uma segunda cidade, e conhecê-la bem [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="article-editor-paragraph article-editor-content__has-focus">Quando caminhamos por uma cidade, enxergamos ruas, prédios, calçadas, postes e semáforos. Mas uma parte essencial da infraestrutura urbana está escondida: debaixo do asfalto existe uma enorme rede de tubulações, cabos e sistemas responsáveis por levar água, energia, gás e telecomunicações, além de fazer a drenagem funcionar.</p>
<p class="article-editor-paragraph">É praticamente uma segunda cidade, e conhecê-la bem é fundamental para administrar a que está na superfície.</p>
<p class="article-editor-paragraph">No Reino Unido, essa lógica ganhou escala nacional com o National Underground Asset Register (NUAR). Em setembro de 2026, o sistema já reunia informações fornecidas por mais de 400 proprietários de infraestrutura e mapeava mais de 3,2 milhões de quilômetros de tubulações e cabos, cobrindo mais de 80% da infraestrutura subterrânea conhecida na Inglaterra, País de Gales e Irlanda do Norte.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-863" src="https://modonezi.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Screenshot-2026-09-29-at-19.24.01.png" alt="" width="714" height="400" /></p>
<p class="article-editor-paragraph">O objetivo é simples: antes de escavar, saber melhor o que existe naquele ponto.</p>
<p class="article-editor-paragraph">Parece óbvio, mas a falta de integração dessas informações tem consequências concretas. O governo britânico estima cerca de 60 mil ocorrências anuais de danos acidentais a redes subterrâneas, com impactos sobre segurança, custos das obras e funcionamento dos serviços.</p>
<p class="article-editor-paragraph">Esse exemplo traz uma discussão importante para qualquer grande cidade.</p>
<p class="article-editor-paragraph">Água, esgoto, drenagem, energia, gás e telecomunicações ocupam o mesmo subterrâneo, muitas vezes administrados por diferentes empresas e órgãos públicos. Quando cada um trabalha apenas com seu próprio banco de dados, uma intervenção relativamente simples pode encontrar surpresas durante a execução.</p>
<p class="article-editor-paragraph">Digitalizar e integrar essas informações permite planejar melhor uma obra, reduzir riscos, evitar retrabalho e coordenar diferentes intervenções. Também abre espaço para pensar a manutenção de forma mais inteligente: se uma rua precisará ser aberta para determinada obra, por exemplo, conhecer previamente as demais redes existentes pode ajudar no planejamento de outras melhorias necessárias naquele mesmo trecho.</p>
<p class="article-editor-paragraph">É mais um exemplo de como dados também são infraestrutura urbana.</p>
<p class="article-editor-paragraph">Durante muito tempo, modernizar uma cidade significava principalmente construir novas estruturas. Hoje, significa também conhecer profundamente aquilo que já existe, integrar informações e utilizá-las para tomar decisões melhores. Antes de abrir a rua, a cidade deveria saber exatamente o que existe debaixo dela.</p>
<p class="article-editor-paragraph">Quanto melhor conhecermos essa “cidade invisível”, mais eficiente poderá ser a cidade que todos enxergamos.</p>
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		<title>A ponte pode avisar que precisa de manutenção antes de apresentar um problema grave</title>
		<link>https://modonezi.com.br/a-ponte-pode-avisar-que-precisa-de-manutencao-antes-de-apresentar-um-problema-grave/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[modonezi]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 25 Sep 2026 22:38:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Quando pensamos na manutenção de uma ponte, muitas vezes imaginamos equipes chegando depois que uma rachadura, infiltração ou outro sinal de desgaste já se tornou visível. Mas a tecnologia está permitindo inverter essa lógica. Um relatório publicado em setembro de 2026 pelo Illinois Center for Transportation, com participação de órgãos de transporte dos Estados Unidos, [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Quando pensamos na manutenção de uma ponte, muitas vezes imaginamos equipes chegando depois que uma rachadura, infiltração ou outro sinal de desgaste já se tornou visível. Mas a tecnologia está permitindo inverter essa lógica.</p>
<p>Um relatório publicado em setembro de 2026 pelo Illinois Center for Transportation, com participação de órgãos de transporte dos Estados Unidos, analisou o uso de drones equipados com câmeras para inspeções de alta precisão em pontes. O estudo aponta possibilidades como reconstrução 3D por visão computacional, inteligência artificial para auxiliar na identificação de danos e sistemas digitais capazes de melhorar o acompanhamento das estruturas.</p>
<p>Outras pesquisas publicadas neste ano reforçam esse caminho. Uma revisão de 99 estudos sobre inteligência artificial aplicada ao monitoramento estrutural identificou avanços em áreas como detecção automatizada de danos e modelos de manutenção preditiva.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-860" src="https://modonezi.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Screenshot-2026-09-25-at-19.37.54.png" alt="" width="698" height="411" /></p>
<p>Na prática, estamos falando de dar aos gestores públicos mais informação para agir antes que pequenos sinais se transformem em grandes problemas.</p>
<p>Drones podem alcançar pontos de difícil acesso e produzir imagens detalhadas. Sensores podem acompanhar alterações no comportamento da estrutura ao longo do tempo. A inteligência artificial pode ajudar a analisar grandes volumes de dados e identificar padrões que merecem a atenção das equipes técnicas.</p>
<p>Isso não significa substituir engenheiros ou as inspeções presenciais. O próprio relatório de 2026 ressalta que drones não são uma solução universal e que determinadas avaliações continuam exigindo inspeção direta. A tecnologia funciona como mais uma ferramenta para ampliar a capacidade dos profissionais e melhorar a qualidade das decisões.</p>
<p>Essa mudança é importante porque manutenção urbana não deveria ser sinônimo de reação.</p>
<p>Durante muitos anos, nossas cidades se acostumaram a mobilizar recursos quando o problema já estava evidente. Com dados, sensores, inteligência artificial e monitoramento contínuo, podemos avançar para uma gestão mais preventiva: identificar sinais de deterioração, estabelecer prioridades e programar intervenções com antecedência.</p>
<p>E essa lógica não precisa ficar restrita às pontes. Viadutos, túneis, pavimentos e outras estruturas urbanas também podem se beneficiar de uma gestão baseada em dados e prevenção.</p>
<p>Tecnologia aplicada à cidade faz sentido quando ajuda a evitar problemas concretos, melhorar o uso dos recursos públicos e aumentar a segurança das pessoas.</p>
<p>Manutenção eficiente começa antes de aparecer a rachadura.</p>
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		<title>A água que a cidade joga fora pode virar infraestrutura</title>
		<link>https://modonezi.com.br/a-agua-que-a-cidade-joga-fora-pode-virar-infraestrutura/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[modonezi]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 22 Sep 2026 22:17:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Quando pensamos em infraestrutura urbana, normalmente lembramos de ruas, pontes, drenagem, iluminação e transporte. Mas existe um recurso que passa diariamente pelas cidades e que ainda pode ser muito melhor aproveitado: a água. Em setembro de 2026, Conama e Conselho Nacional de Recursos Hídricos aprovaram uma resolução conjunta que estabelece diretrizes, critérios e parâmetros mínimos [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p id="ember212" class="ember-view reader-text-block__paragraph">Quando pensamos em infraestrutura urbana, normalmente lembramos de ruas, pontes, drenagem, iluminação e transporte. Mas existe um recurso que passa diariamente pelas cidades e que ainda pode ser muito melhor aproveitado: a água.</p>
<p id="ember213" class="ember-view reader-text-block__paragraph">Em setembro de 2026, Conama e Conselho Nacional de Recursos Hídricos aprovaram uma resolução conjunta que estabelece diretrizes, critérios e parâmetros mínimos de qualidade para o reúso direto não potável de água proveniente de esgoto tratado em sistemas públicos. A regulamentação cria uma referência nacional para usos como limpeza urbana, irrigação e processos industriais.</p>
<p id="ember214" class="ember-view reader-text-block__paragraph">É uma discussão importante porque uma cidade não precisa utilizar água potável para todas as suas atividades.</p>
<p id="ember215" class="ember-view reader-text-block__paragraph">A água que chega às nossas casas passa por processos de captação, tratamento e distribuição para atingir um padrão adequado ao consumo humano. Utilizar esse mesmo recurso em atividades que não exigem água potável significa pressionar desnecessariamente os mananciais e toda a estrutura de abastecimento.</p>
<p id="ember216" class="ember-view reader-text-block__paragraph">O reúso permite pensar de outra maneira.</p>
<p id="ember217" class="ember-view reader-text-block__paragraph">Depois de tratada dentro dos padrões adequados, parte da água que hoje encerra seu ciclo nas estações de tratamento pode retornar para a cidade e atender outras demandas. Pode ajudar na limpeza urbana, na irrigação de áreas verdes e em diferentes atividades produtivas, preservando água de melhor qualidade para os usos que realmente precisam dela.</p>
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</div><figcaption class="reader-image-block__figure-image-caption display-block full-width text-body-small-open t-sans text-align-center t-black--light"></figcaption></figure>
</div>
<p id="ember219" class="ember-view reader-text-block__paragraph">Isso ganha ainda mais importância diante dos períodos de estiagem e das pressões crescentes sobre o abastecimento das grandes cidades. A própria regulamentação nacional aponta a redução da pressão sobre os mananciais, especialmente em momentos de escassez, como um dos benefícios do reúso.</p>
<p id="ember220" class="ember-view reader-text-block__paragraph">Mas transformar reúso em infraestrutura exige planejamento.</p>
<p id="ember221" class="ember-view reader-text-block__paragraph">Não basta produzir água de reúso. É preciso pensar em onde estão as estações de tratamento, quais são os principais pontos de consumo, como será feito o transporte, quais atividades podem utilizá-la e como garantir monitoramento e segurança ao longo de todo o processo.</p>
<p id="ember222" class="ember-view reader-text-block__paragraph">É aí que o tema deixa de ser apenas uma questão de saneamento e passa a fazer parte do planejamento urbano.</p>
<p id="ember223" class="ember-view reader-text-block__paragraph">Uma cidade resiliente precisa aprender a trabalhar melhor com os recursos que já possui. Assim como resíduos podem voltar para a cadeia produtiva e a água da chuva pode ser armazenada ou absorvida pelo solo, a água tratada também pode ganhar uma segunda função antes de deixar definitivamente o sistema urbano.</p>
<p id="ember224" class="ember-view reader-text-block__paragraph">Em vez de pensar apenas em buscar mais água cada vez mais longe, as cidades também precisam olhar para aquilo que já circula dentro delas. Água tratada demais para um uso que não precisa dela também é desperdício.</p>
<p id="ember225" class="ember-view reader-text-block__paragraph">O avanço das regras nacionais abre espaço para que o reúso deixe de ser uma iniciativa pontual e passe a entrar de vez no planejamento das cidades. E quanto melhor utilizarmos cada litro disponível, mais preparada estará a infraestrutura urbana para enfrentar períodos de escassez e os desafios climáticos dos próximos anos.</p>
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		<item>
		<title>Cidade-esponja vai muito além das obras bilionárias</title>
		<link>https://modonezi.com.br/cidade-esponja-vai-muito-alem-das-obras-bilionarias/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[modonezi]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 18 Sep 2026 22:51:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Quando pensamos em combater alagamentos, é comum lembrar de grandes obras, como piscinões, galerias, canalizações e reservatórios. E elas são fundamentais para uma cidade do tamanho de São Paulo. Mas existe uma transformação importante acontecendo na maneira de pensar a drenagem urbana: além de conduzir a água, a cidade precisa aumentar sua capacidade de absorver [&#8230;]</p>
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<div class="mt4">Quando pensamos em combater alagamentos, é comum lembrar de grandes obras, como piscinões, galerias, canalizações e reservatórios. E elas são fundamentais para uma cidade do tamanho de São Paulo.</div>
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<p id="ember57" class="ember-view reader-text-block__paragraph">Mas existe uma transformação importante acontecendo na maneira de pensar a drenagem urbana: além de conduzir a água, a cidade precisa aumentar sua capacidade de absorver e armazenar parte dela antes que chegue aos córregos e às galerias.</p>
<p id="ember58" class="ember-view reader-text-block__paragraph">É daí que vem o conceito de cidade-esponja.</p>
<p id="ember59" class="ember-view reader-text-block__paragraph">Um estudo publicado em 2026 analisou diferentes soluções para a bacia do Rio Aricanduva, na Zona Leste de São Paulo. Os pesquisadores avaliaram alternativas como jardins de chuva, pavimentos permeáveis, cisternas, áreas arborizadas e telhados verdes para entender como essas estruturas podem ajudar a reduzir o escoamento da água das chuvas.</p>
<p id="ember60" class="ember-view reader-text-block__paragraph">A lógica é simples: fazer com que mais pontos da cidade participem do sistema de drenagem.</p>
<p id="ember61" class="ember-view reader-text-block__paragraph">Uma praça pode receber um jardim de chuva. Um estacionamento pode utilizar pavimento permeável. Um prédio pode armazenar água em cisternas. Calçadas e canteiros podem ganhar áreas de infiltração. E mais árvores também ajudam a criar superfícies capazes de reter parte dessa água.</p>
<p id="ember62" class="ember-view reader-text-block__paragraph">Nenhuma dessas soluções, sozinha, substitui uma grande obra. Mas milhares delas espalhadas pelo território podem reduzir a quantidade e, principalmente, a velocidade com que a água chega ao sistema de drenagem.</p>
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</div><figcaption class="reader-image-block__figure-image-caption display-block full-width text-body-small-open t-sans text-align-center t-black--light"></figcaption></figure>
</div>
<p id="ember65" class="ember-view reader-text-block__paragraph">Não é uma escolha entre grandes obras e pequenas intervenções. O caminho está em fazer as duas coisas trabalharem juntas. São Paulo já oferece exemplos dessa combinação.</p>
<p id="ember66" class="ember-view reader-text-block__paragraph">Em março de 2026, a cidade possuía 473 jardins de chuva, estruturas projetadas para captar parte da água, diminuir sua velocidade e favorecer a infiltração no solo. A Prefeitura também iniciou a revitalização de 110 dessas estruturas e anunciou a implantação de outras 99.</p>
<p id="ember67" class="ember-view reader-text-block__paragraph">Ao mesmo tempo, a capital continua investindo em obras tradicionais de maior porte. Na Zona Leste, por exemplo, começaram em 2026 as obras de uma nova rede de galerias na região de Cidade Líder, com investimento de R$ 57,9 milhões para melhorar o escoamento em uma área que sofre historicamente com alagamentos.</p>
<p id="ember68" class="ember-view reader-text-block__paragraph">Essa combinação mostra como deveria funcionar uma política moderna de drenagem.</p>
<p id="ember69" class="ember-view reader-text-block__paragraph">Grandes estruturas recebem e direcionam volumes maiores de água. Enquanto isso, jardins de chuva, áreas verdes, cisternas e pisos permeáveis ajudam a segurar parte dessa água antes que ela chegue ao sistema. E os benefícios não ficam restritos aos dias de chuva.</p>
<p id="ember70" class="ember-view reader-text-block__paragraph">Mais vegetação ajuda a reduzir o calor, melhora a paisagem urbana e contribui para espaços públicos mais agradáveis. Cisternas permitem reaproveitar água. Áreas permeáveis recuperam uma função que nossas cidades perderam ao longo de décadas de impermeabilização. Por isso, falar em cidade-esponja é falar de planejamento.</p>
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</div><figcaption class="reader-image-block__figure-image-caption display-block full-width text-body-small-open t-sans text-align-center t-black--light"></figcaption></figure>
</div>
<p id="ember72" class="ember-view reader-text-block__paragraph">Cada nova calçada, praça, estacionamento, empreendimento e espaço público pode ser pensado não apenas pelo que ocupa na cidade, mas também pelo papel que pode desempenhar quando começa a chover. Drenagem urbana também pode acontecer na calçada, no estacionamento e no telhado.</p>
<p id="ember73" class="ember-view reader-text-block__paragraph">As grandes obras continuarão sendo essenciais. O próximo passo é fazer com que toda a cidade ajude essas estruturas a funcionar melhor.</p>
<p id="ember74" class="ember-view reader-text-block__paragraph">Quanto mais pontos forem capazes de absorver, armazenar ou retardar a água da chuva, mais preparada a cidade estará para enfrentar eventos cada vez mais intensos.</p>
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<p>O post <a href="https://modonezi.com.br/cidade-esponja-vai-muito-alem-das-obras-bilionarias/">Cidade-esponja vai muito além das obras bilionárias</a> apareceu primeiro em <a href="https://modonezi.com.br">Alexandre Modonezi</a>.</p>
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		<title>A próxima Defesa Civil pode começar na Secretaria de Saúde</title>
		<link>https://modonezi.com.br/a-proxima-defesa-civil-pode-comecar-na-secretaria-de-saude/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[modonezi]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 14 Sep 2026 22:13:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Quando pensamos em eventos climáticos extremos, normalmente lembramos da Defesa Civil, de obras contra enchentes, sirenes, alertas e equipes de emergência. Mas existe uma consequência que muitas vezes aparece depois que a chuva passa ou quando a onda de calor termina: o impacto sobre a saúde das pessoas. Belo Horizonte começou a dar um passo [&#8230;]</p>
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<p id="ember396" class="ember-view reader-text-block__paragraph">Quando pensamos em eventos climáticos extremos, normalmente lembramos da Defesa Civil, de obras contra enchentes, sirenes, alertas e equipes de emergência. Mas existe uma consequência que muitas vezes aparece depois que a chuva passa ou quando a onda de calor termina: o impacto sobre a saúde das pessoas.</p>
<p id="ember397" class="ember-view reader-text-block__paragraph">Belo Horizonte começou a dar um passo importante nessa direção com a implantação do Centro de Informação em Saúde e Clima. A proposta é cruzar informações climáticas, ambientais e de saúde para antecipar os efeitos de ondas de calor, chuvas intensas, enchentes, períodos de baixa umidade e outros eventos extremos.</p>
<p id="ember398" class="ember-view reader-text-block__paragraph">Na prática, isso permite que a gestão pública não espere os hospitais e unidades de saúde ficarem sobrecarregados para agir. Uma onda de calor, por exemplo, pode aumentar os riscos para idosos, crianças, gestantes e pessoas com doenças crônicas. Chuvas e enchentes podem trazer outros problemas, desde acidentes até o aumento de determinadas doenças.</p>
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<p id="ember400" class="ember-view reader-text-block__paragraph">Se a cidade consegue identificar quais regiões e grupos estarão mais expostos, pode preparar equipes, reforçar unidades de saúde, direcionar comunicação e organizar recursos antes que a emergência aconteça.</p>
<p id="ember401" class="ember-view reader-text-block__paragraph">Essa mudança de lógica é fundamental para as cidades. Durante muito tempo, falar em prevenção de desastres significava olhar principalmente para infraestrutura. E ela continua sendo indispensável. Precisamos de drenagem, contenção, arborização, áreas permeáveis e planejamento urbano.</p>
<p id="ember402" class="ember-view reader-text-block__paragraph">Mas uma cidade resiliente também precisa integrar suas informações.</p>
<p id="ember403" class="ember-view reader-text-block__paragraph">Defesa Civil, Saúde, Meio Ambiente, zeladoria e planejamento urbano não podem trabalhar como estruturas isoladas quando o problema é o mesmo. O clima não respeita a divisão administrativa de uma prefeitura.</p>
<p id="ember404" class="ember-view reader-text-block__paragraph">A tecnologia e os dados permitem justamente criar essa conexão. Quanto mais cedo uma gestão consegue transformar previsão em decisão, menores são as chances de precisar correr atrás do prejuízo depois.</p>
<p id="ember405" class="ember-view reader-text-block__paragraph">Prever o clima é importante. Prever quem será mais afetado por ele é o próximo passo.</p>
<p id="ember406" class="ember-view reader-text-block__paragraph">Talvez a Defesa Civil do futuro não esteja apenas em uma secretaria ou em uma central de emergência. Ela estará espalhada por toda a administração, fazendo com que cada área da cidade consiga se antecipar aos riscos antes que eles se transformem em crise.</p>
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		<title>O poste de luz está virando infraestrutura digital</title>
		<link>https://modonezi.com.br/o-poste-de-luz-esta-virando-infraestrutura-digital/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[modonezi]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 09 Sep 2026 22:39:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Durante muito tempo, falar de iluminação pública significava basicamente uma coisa: garantir que a lâmpada estivesse acesa. A chegada do LED mudou bastante esse cenário. As cidades passaram a consumir menos energia, reduzir custos de manutenção e melhorar a qualidade da iluminação. Mas essa foi apenas a primeira etapa de uma transformação muito maior. Hoje, [&#8230;]</p>
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<p class="article-editor-paragraph">Durante muito tempo, falar de iluminação pública significava basicamente uma coisa: garantir que a lâmpada estivesse acesa.</p>
<p class="article-editor-paragraph">A chegada do LED mudou bastante esse cenário. As cidades passaram a consumir menos energia, reduzir custos de manutenção e melhorar a qualidade da iluminação. Mas essa foi apenas a primeira etapa de uma transformação muito maior.</p>
<p class="article-editor-paragraph">Hoje, sistemas de telegestão permitem que uma prefeitura acompanhe remotamente sua rede, identifique falhas, controle a intensidade da iluminação e organize equipes de manutenção de maneira muito mais eficiente.</p>
<p class="article-editor-paragraph">Um exemplo recente vem de Serra, no Espírito Santo. O município implantou uma plataforma de gestão da iluminação pública que já possui cerca de 90% dos pontos da rede cadastrados. O sistema permite acompanhar equipamentos, identificar problemas e até gerar ordens de serviço automaticamente. Segundo a prefeitura, somente a revisão das informações da rede proporcionou uma economia de aproximadamente R$ 231 mil em julho de 2026.</p>
<p class="article-editor-paragraph">Mas talvez a parte mais interessante dessa transformação esteja no que vem depois.</p>
<p class="article-editor-paragraph">Quando você cria uma rede de postes conectados espalhados por praticamente toda a cidade, começa a existir uma infraestrutura capaz de receber outras tecnologias. Sensores ambientais, equipamentos de comunicação e diferentes ferramentas de monitoramento podem, dependendo do projeto e das regras adotadas pelo município, utilizar essa estrutura.</p>
<p class="article-editor-paragraph">O próprio modelo desenvolvido em Serra prevê uma rede lógica preparada para receber novas tecnologias associadas à iluminação.</p>
<p class="article-editor-paragraph">É aqui que iluminação pública deixa de ser apenas iluminação e passa a fazer parte da infraestrutura digital da cidade.</p>
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<p class="article-editor-paragraph">Para quem trabalha com gestão urbana, essa mudança é importante porque grande parte do desafio das cidades está justamente em enxergar os problemas rapidamente. Quanto tempo uma lâmpada fica apagada antes que alguém reclame? Onde as falhas se repetem? Quanto aquela rede realmente consome? Onde estão os pontos que demandam mais manutenção?</p>
<p class="article-editor-paragraph">Quando a própria infraestrutura começa a produzir essas informações, a gestão deixa de depender apenas da reclamação para começar a antecipar problemas.</p>
<p class="article-editor-paragraph">Ao longo da minha experiência no serviço público, aprendi que tecnologia só faz sentido quando ajuda a gestão a tomar decisões melhores e entregar serviços melhores para a população. Cidade inteligente não é aquela que simplesmente instala equipamentos. É aquela que transforma informação em capacidade de agir.</p>
<p class="article-editor-paragraph">A modernização dos postes mostra bem essa mudança.</p>
<p class="article-editor-paragraph">O poste que antes só iluminava a rua pode começar a ajudar a cidade a enxergar seus problemas.</p>
<p class="article-editor-paragraph article-editor-content__has-focus">E talvez essa seja uma das principais transformações das cidades nos próximos anos: aproveitar estruturas que já existem para construir uma gestão cada vez mais conectada, eficiente e preventiva.</p>
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		<title>Sombra também é infraestrutura</title>
		<link>https://modonezi.com.br/sombra-tambem-e-infraestrutura/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[modonezi]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 04 Sep 2026 22:59:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Quando pensamos em infraestrutura urbana, normalmente lembramos de asfalto, drenagem, iluminação e transporte. Mas, diante de cidades cada vez mais quentes, precisamos acrescentar outro elemento a essa lista: a sombra. O calor extremo já interfere na saúde, no uso dos espaços públicos, no consumo de energia e na qualidade de vida. Por isso, combater ilhas [&#8230;]</p>
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<div class="mt4">Quando pensamos em infraestrutura urbana, normalmente lembramos de asfalto, drenagem, iluminação e transporte. Mas, diante de cidades cada vez mais quentes, precisamos acrescentar outro elemento a essa lista: a sombra.</div>
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<p id="ember601" class="ember-view reader-text-block__paragraph">O calor extremo já interfere na saúde, no uso dos espaços públicos, no consumo de energia e na qualidade de vida. Por isso, combater ilhas de calor não pode ser tratado apenas como uma pauta ambiental. Precisa fazer parte do planejamento urbano.</p>
<p id="ember602" class="ember-view reader-text-block__paragraph">Em 2026, o World Resources Institute lançou o Cool Cities Lab, uma ferramenta que ajuda cidades a identificar áreas mais expostas ao calor e avaliar onde soluções como árvores, telhados frios, pavimentos refletivos e estruturas de sombra podem gerar maior impacto.</p>
<p id="ember603" class="ember-view reader-text-block__paragraph">Não basta dizer que a cidade precisa de mais árvores. Hoje, com dados e tecnologia, é possível entender onde plantar, onde criar sombra e quais soluções fazem mais sentido para cada região.</p>
<p id="ember604" class="ember-view reader-text-block__paragraph">Durante muito tempo, arborização foi vista principalmente como paisagismo. Hoje, ela precisa ser encarada como parte da infraestrutura urbana.</p>
<p id="ember606" class="ember-view reader-text-block__paragraph">Em alguns locais, ampliar a cobertura vegetal será a melhor resposta. Em outros, o espaço urbano pode exigir alternativas, como coberturas em pontos de ônibus, materiais mais refletivos ou estruturas de sombra em praças, escolas e unidades de saúde.</p>
<p id="ember607" class="ember-view reader-text-block__paragraph">A pergunta deixa de ser apenas “quantas árvores vamos plantar?” e passa a ser:</p>
<p id="ember608" class="ember-view reader-text-block__paragraph">Onde as pessoas estão mais expostas ao calor e qual é a melhor solução para aquele lugar?</p>
<p id="ember609" class="ember-view reader-text-block__paragraph">Isso é planejamento.</p>
<p id="ember610" class="ember-view reader-text-block__paragraph">Na Secretaria Municipal das Subprefeituras de São Paulo, tive a oportunidade de colocar parte dessa visão em prática com os Bosques Urbanos. Áreas degradadas, muitas vezes utilizadas para descarte irregular de entulho, foram transformadas em espaços verdes. Além de recuperar esses locais para a população, a vegetação ajuda a reduzir a temperatura, aumentar a permeabilidade do solo e melhorar a qualidade ambiental do entorno.</p>
<p id="ember611" class="ember-view reader-text-block__paragraph">Esse tipo de projeto mostra que soluções para os desafios climáticos nem sempre precisam começar com obras complexas. Muitas vezes, começam com a transformação inteligente do espaço que a cidade já possui.</p>
<p id="ember612" class="ember-view reader-text-block__paragraph">Minha experiência na gestão pública sempre reforçou uma convicção: uma cidade funciona melhor quando consegue antecipar problemas em vez de apenas reagir a eles.</p>
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<p id="ember614" class="ember-view reader-text-block__paragraph">Essa lógica vale para drenagem, zeladoria, mobilidade e manutenção urbana. E também precisa valer para o calor.</p>
<p id="ember615" class="ember-view reader-text-block__paragraph">Tecnologia e dados ajudam a localizar áreas críticas e priorizar investimentos. Mas é a gestão que transforma informação em decisão concreta.</p>
<p id="ember616" class="ember-view reader-text-block__paragraph">Um ponto de ônibus sem proteção do sol, uma praça sem sombra ou uma rua excessivamente quente também são problemas de infraestrutura.</p>
<p id="ember617" class="ember-view reader-text-block__paragraph">Preparar a cidade para temperaturas mais altas passa por grandes projetos, mas também por milhares de pequenas decisões: onde plantar uma árvore, qual material usar no pavimento, como proteger um espaço público e onde investir primeiro.</p>
<p id="ember618" class="ember-view reader-text-block__paragraph">Uma cidade preparada para o calor começa a pensar na sombra como infraestrutura.</p>
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<p>O post <a href="https://modonezi.com.br/sombra-tambem-e-infraestrutura/">Sombra também é infraestrutura</a> apareceu primeiro em <a href="https://modonezi.com.br">Alexandre Modonezi</a>.</p>
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		<title>Suécia transforma milhões de toneladas de lixo em energia e ainda importa resíduos de outros países</title>
		<link>https://modonezi.com.br/suecia-transforma-milhoes-de-toneladas-de-lixo-em-energia-e-ainda-importa-residuos-de-outros-paises/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[modonezi]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 31 Aug 2026 17:55:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Para muitas cidades, o lixo ainda é visto principalmente como um problema de coleta, transporte e destinação. A experiência da Suécia mostra que os resíduos também podem ser tratados como parte de uma estratégia energética e de planejamento urbano. O país desenvolveu uma ampla estrutura de recuperação energética capaz de transformar resíduos não recicláveis em [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div class="scaffold-layout scaffold-layout--breakpoint-xl scaffold-layout--main-aside scaffold-layout--reflow pt5">
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<p id="ember418" class="ember-view reader-text-block__paragraph">Para muitas cidades, o lixo ainda é visto principalmente como um problema de coleta, transporte e destinação. A experiência da Suécia mostra que os resíduos também podem ser tratados como parte de uma estratégia energética e de planejamento urbano.</p>
<p id="ember419" class="ember-view reader-text-block__paragraph">O país desenvolveu uma ampla estrutura de recuperação energética capaz de transformar resíduos não recicláveis em eletricidade e calor. Hoje, suas usinas de cogeração recebem inclusive lixo de outros países europeus para manter esse sistema funcionando.</p>
<p id="ember420" class="ember-view reader-text-block__paragraph">Segundo dados do setor energético sueco, aproximadamente 19,5 terawatts-hora são recuperados anualmente a partir de resíduos, energia suficiente para aquecer cerca de 1,47 milhão de residências e fornecer eletricidade para outras 940 mil.</p>
<p id="ember421" class="ember-view reader-text-block__paragraph">A dimensão desse mercado também chama atenção. Em 2024, a Suécia importou aproximadamente 3,86 milhões de toneladas de resíduos, principalmente de países como Reino Unido, Noruega e Itália.</p>
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</div><figcaption class="reader-image-block__figure-image-caption display-block full-width text-body-small-open t-sans text-align-center t-black--light"></figcaption></figure>
</div>
<p id="ember423" class="ember-view reader-text-block__paragraph">É uma mudança importante de perspectiva: aquilo que representa custo e passivo ambiental para uma cidade pode, com infraestrutura, tecnologia e planejamento, voltar para a sociedade como energia.</p>
<p id="ember424" class="ember-view reader-text-block__paragraph">Mas é importante não simplificar essa discussão.</p>
<p id="ember425" class="ember-view reader-text-block__paragraph">Queimar resíduos não significa eliminar seu impacto ambiental. A incineração também gera emissões de dióxido de carbono, especialmente porque parte significativa dos materiais queimados contém plástico e outros derivados de petróleo. Portanto, recuperação energética não deve substituir políticas de redução do consumo, reutilização e reciclagem.</p>
<p id="ember426" class="ember-view reader-text-block__paragraph">O ponto interessante do modelo sueco está justamente na estrutura criada ao redor do problema.</p>
<p id="ember427" class="ember-view reader-text-block__paragraph">Antes de chegar às usinas, existe uma política de gestão de resíduos, separação, reciclagem e aproveitamento energético. O aterro passa a ser uma das últimas alternativas, e não o destino automático de praticamente tudo que a cidade descarta.</p>
<p id="ember428" class="ember-view reader-text-block__paragraph">Essa discussão é especialmente importante para o Brasil.</p>
<p id="ember429" class="ember-view reader-text-block__paragraph">Ainda temos municípios enfrentando dificuldades básicas relacionadas à coleta, à destinação adequada dos resíduos e à redução do uso de aterros. Ao mesmo tempo, produzimos enormes volumes de lixo todos os dias.</p>
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</div><figcaption class="reader-image-block__figure-image-caption display-block full-width text-body-small-open t-sans text-align-center t-black--light"></figcaption></figure>
</div>
<p id="ember431" class="ember-view reader-text-block__paragraph">Não significa que devemos simplesmente copiar o modelo sueco. As condições econômicas, ambientais, territoriais e energéticas são diferentes.</p>
<p id="ember432" class="ember-view reader-text-block__paragraph">Mas podemos aprender com o princípio.</p>
<p id="ember433" class="ember-view reader-text-block__paragraph">Uma cidade bem administrada precisa olhar para seus resíduos como parte de um sistema. É preciso perguntar quanto produzimos, quanto conseguimos reciclar, o que pode ser reaproveitado, qual tecnologia faz sentido para cada território e quanto estamos desperdiçando ao simplesmente transportar toneladas de materiais para serem enterradas.</p>
<p id="ember434" class="ember-view reader-text-block__paragraph">A gestão pública do futuro terá cada vez menos espaço para pensar água, energia, resíduos, mobilidade e meio ambiente de maneira isolada.</p>
<p id="ember435" class="ember-view reader-text-block__paragraph">No fim, a pergunta talvez não seja apenas onde colocar o lixo que produzimos.</p>
<p id="ember436" class="ember-view reader-text-block__paragraph">É o que ainda podemos fazer com ele antes de decidir descartá-lo.</p>
</div>
</div>
</div>
<p>O post <a href="https://modonezi.com.br/suecia-transforma-milhoes-de-toneladas-de-lixo-em-energia-e-ainda-importa-residuos-de-outros-paises/">Suécia transforma milhões de toneladas de lixo em energia e ainda importa resíduos de outros países</a> apareceu primeiro em <a href="https://modonezi.com.br">Alexandre Modonezi</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Testar antes de construir é a nova lógica do planejamento urbano</title>
		<link>https://modonezi.com.br/testar-antes-de-construir-e-a-nova-logica-do-planejamento-urbano/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[modonezi]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 26 Aug 2026 19:23:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Uma obra pública pode levar anos para sair do papel, consumir milhões em recursos e, depois de pronta, revelar problemas que poderiam ter sido identificados ainda na fase de planejamento. É justamente nesse ponto que os gêmeos digitais começam a ganhar espaço nas cidades. A tecnologia permite criar uma representação virtual de partes da cidade [&#8230;]</p>
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<p id="ember55" class="ember-view reader-text-block__paragraph">Uma obra pública pode levar anos para sair do papel, consumir milhões em recursos e, depois de pronta, revelar problemas que poderiam ter sido identificados ainda na fase de planejamento.</p>
<p id="ember56" class="ember-view reader-text-block__paragraph">É justamente nesse ponto que os gêmeos digitais começam a ganhar espaço nas cidades.</p>
<p id="ember57" class="ember-view reader-text-block__paragraph">A tecnologia permite criar uma representação virtual de partes da cidade e combinar esse modelo com diferentes tipos de dados. Assim, antes de modificar uma avenida, implantar um corredor de transporte ou construir uma nova infraestrutura, a gestão pode simular cenários e avaliar possíveis consequências.</p>
<p id="ember58" class="ember-view reader-text-block__paragraph">Em 2026, a União Internacional de Telecomunicações ampliou essa discussão ao colocar gêmeos digitais, inteligência artificial e inteligência espacial entre as tecnologias capazes de ajudar gestores públicos a tomar decisões mais qualificadas. A própria UIT destaca que os modelos digitais podem ser usados para simular políticas e projetos de infraestrutura antes que recursos públicos sejam investidos.</p>
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<p id="ember61" class="ember-view reader-text-block__paragraph">Imagine, por exemplo, uma grande intervenção viária. Em vez de descobrir depois da inauguração que o trânsito apenas mudou de uma avenida para outra, é possível testar diferentes configurações antecipadamente.</p>
<p id="ember62" class="ember-view reader-text-block__paragraph">O mesmo raciocínio vale para corredores verdes, expansão urbana, drenagem, rotas de emergência, transporte público e localização de novos equipamentos públicos.</p>
<p id="ember63" class="ember-view reader-text-block__paragraph">Não significa que um modelo digital consiga prever tudo. A cidade real é muito mais complexa e envolve comportamento humano, mudanças econômicas e situações inesperadas. Mas quanto mais informação de qualidade estiver disponível antes da decisão, menor será o espaço para improvisação.</p>
<p id="ember64" class="ember-view reader-text-block__paragraph">A UIT trabalha atualmente em padrões relacionados aos gêmeos digitais urbanos e à integração desses modelos com inteligência artificial para analisar mobilidade, infraestrutura, meio ambiente e serviços públicos.</p>
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<p id="ember66" class="ember-view reader-text-block__paragraph">Para a gestão pública, essa mudança é importante porque tecnologia não precisa entrar somente depois que surge um problema. Ela pode estar presente antes, ajudando a comparar alternativas, identificar riscos e direcionar melhor os investimentos.</p>
<p id="ember67" class="ember-view reader-text-block__paragraph">Antes de transformar a cidade real, a gestão pode testar suas escolhas na cidade digital.</p>
<p id="ember68" class="ember-view reader-text-block__paragraph">Planejar sempre será decidir diante de incertezas. A diferença é que hoje temos ferramentas cada vez melhores para reduzir essas incertezas antes que elas se transformem em obras caras, atrasos e problemas difíceis de corrigir.</p>
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